História de amor

E em um dia muito chuvoso…

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…mas um dia muito chuvoso mesmo, a cidade parou. Era dia de avaliação na faculdade e eu não podia perder, saí mais cedo pois trabalhava do outro lado da cidade, mas já estava há meia hora esperando o ônibus, e o trânsito só andou uns cinco metros.

Então, no desespero resolvi voltar ao escritório e pedir ajuda. Uma colega me indicou o trem, mas eu nunca havia andado de trem, não sabia nem onde ficava a estação. Ela falou para eu procurar um tal funcionário, que ele ia sair cedo também, iria de trem e poderia me ajudar. Como eu era nova naquela empresa, não conhecia os funcionários pelo nome, então perguntei à primeira pessoa que eu vi quem era ele, e essa pessoa me apontou para o cara ao seu lado.

Lá fui eu, tímida e desesperada, perguntar a ele se ele ia sair cedo, se ia de trem, se eu podia ir com ele… e ele disse que sim!

Logo chegamos à estação de trem e descobrimos que o trem não estava funcionando. Só nos restava uma terceira e última opção, que era pegar ônibus em uma avenida um pouco distante dali, e teríamos que andar alguns quarteirões na chuva… ufa!

Enfim, duas horas depois de muita chuva, muita corrida e muito bate-papo, chegamos na metade do caminho, onde nós seguiríamos caminhos diferentes. Bom, ele chegou a tempo na pós dele, mas eu perdi minha avaliação. Por algum motivo, não fiquei chateada… só fiquei pensando na nossa conversa, parecia que nos conhecíamos há anos, e as duas horas pareceram vinte minutos.

Esse cara não saiu da minha cabeça naquela noite, porém eu tinha a ideia fixa de esquecer aquile dia, pois eu trabalhava com ele.

No dia seguinte recebi um e-mail dele, toda minha ideia fixa foi por água abaixo e começamos a bater-papo por e-mail. Como tínhamos coisas em comum! Até moramos perto um do outro, e trabalhamos tão longe! Trocamos telefone, mas eu não esperava que ele me ligasse.

Era sábado e recebi um torpedo dele me convidando ao cinema. Fiquei furiosa no começo, “o que ele está pensando de mim?” – pensava – “nos conhecemos há dois dias”. Só que os minutos foram passando, e a cabeça esfriando, e eu fui lembrando de tudo o que conversamos, ele me parecia uma pessoa de respeito, e também seus colegas no trabalho eram casados, maduros, respeitosos também, e lembrei daquela frase que ouvimos muito de nossos pais: “diga-me com quem andas que eu te direi quem és”. Depois me lembrei que eu trabalhava com ele. Entre prós e contras, e alguns minutos mais, respondi o torpedo dele…

Fomos, enfim, ao cinema. Durante o filme, fiquei receosa dele “dar em cima de mim”. Apesar de estar gostando dele, eu esperava que ele não fizesse nada, e ainda bem que ele não fez. Achei aquilo muito respeitoso da parte dele, e ele acabou de conquistar todo o resto de mim que faltava conquistar.

Depois do filme, tinha anoitecido, mas ainda estávamos no shopping. Tomamos um lanche, passeamos, sentamos no banco, e conversamos a noite toda. Quando percebemos, apagaram a luz do shopping, as lojas já estavam fechadas e estavam passando cera no chão do shopping com aquela máquina barulhenta. Então reparamos que a noite acabou, nem percebemos de tão gostoso que estava. E percebemos também que não queríamos ir embora.

Então aconteceu… o primeiro beijo! Esse a gente nunca esquece…

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